O começo do diálogo
- jucomarins
- 16 de out. de 2020
- 2 min de leitura
Dezenove delegações se reúnem para tentar resolver a questão de Ruanda.
Hoje, 22 de maio de 1994, deu-se início a uma reunião do Conselho de Segurança que visa amenizar as problemáticas geopolítica, regional, étnica e humanitária decorrentes da guerra civil que vem ocorrendo na República de Ruanda. O debate começou com o discurso inicial de cada delegação, em que os países expuseram sucintamente suas posições e expectativas. Após alguns posicionamentos mais aprofundados, o Conselho optou pela criação de uma agenda.
Foi ressaltado diversas vezes que, quando a paz fosse instaurada, um sistema de multipartidarismo deveria entrar em vigor na República Ruandesa, pois só assim hutus e tutsis poderiam ser igualmente representados politicamente. Além disso, houve um consenso de que um cessar-fogo deve ser estabelecido, uma vez que os Acordos de Aruxa foram desrespeitados. A expectativa é que nas próximas sessões tais acordos sejam discutidos mais a fundo.
Ao longo das sessões, a delegação da Ruanda insistiu diversas vezes na investigação dos massacres, tanto os realizados supostamente pelo governo quanto os realizados por milícias. Além disso, o país quer que seja realizada uma investigação por parte da ONU para identificar os mandantes do assassinato de seu presidente e do presidente de Burundi. Grande parte dos países, como a Alemanha, posicionou-se contra tais investigações, enquanto outros, como a Uganda, aparentaram ser a favor das mesmas.
Outro tópico muito discutido foi o envio de tropas a Ruanda. Algumas delegações são extremamente contra isso, pois julgam que tal intervenção resultaria em mortes desnecessárias. Enquanto isso, outras se mostraram totalmente a favor, por acreditarem que isso ajudaria muito na regulação, protegendo civis até que uma resolução seja encontrada.
Assim sendo, ao final da segunda sessão os delegados estavam trabalhando em um documento provisório para abordar as questões previamente citadas. Ainda há muito a ser discutido, porém até o momento as coisas estão caminhando bem.
Amanda Fayal





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