A busca por um fim na crise humanitária de Kosovo é urgente
- jucomarins
- 16 de out. de 2020
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Uma possível intervenção militar é alvo de discussão no primeiro encontro da Organização do Tratado do Atlântico Norte (OTAN)
Hoje, dia 23 de março de 1999, em Bruxelas, reuniram-se os países membros da Organização do Tratado do Atlântico Norte, no debate do atual conflito de Kosovo. Os representantes dos países expressaram suas respectivas preocupações com a situação na província e, durante as sessões, conseguiram entrar em alguns consensos quanto à intervenção militar da OTAN.
No início do debate, identificaram-se três posições muito nítidas: os que defendem uma intervenção militar imediata, destacam-se Alemanha e Reino Unido, apoiados pelos Estados Unidos. Os que preferem estabelecer soluções diplomáticas, tais como Portugal e França, e os que querem evitar qualquer espécie de intervenção no contexto, em especial Grécia e República Tcheca.
No decorrer da conferência, após severas tentativas de encontrar unanimidade dentro do comitê, foi apresentada uma cláusula pela República Helênica estabelecendo o seu apoio no sentido humanitário e busca de segurança apenas ao fim de uma capaz intervenção bélica. A abertura desse item favoreceu a concordância pela parte da República Tcheca, que, até então, mostrava aversão às soluções anteriormente propostas que envolviam qualquer ação militar da OTAN.
As nações, ao fim da discussão, apresentaram medidas que estavam dispostas a tomar em prováveis circunstâncias de atuações beligerantes, como o apoio monetário às tropas militares dos Estados Unidos, Polônia, França e Dinamarca e o auxílio humanitário por parte dos outros. Dado este fim de dia marcado por uma grande conformidade dentro do Conselho, as expectativas são relativamente neutras para as próximas sessões, entretanto, sempre é necessário manter-se atento a qualquer possível desequilíbrio em uma questão tão delicada.
Sofia Raslan





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