O desenrolar da reforma do Conselho de Segurança
- jucomarins
- 17 de out. de 2020
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Desentendimento no continente asiático e europeu
O debate sobre a configuração dos assentos do Conselho de Segurança teve continuidade hoje, dia 16/10/2020. A discussão se iniciou na retomada da questão indiana quanto à sua entrada como membro permanente. Em controvérsia aos demais países, o Paquistão manteve sua postura não favorável à tal e, quando questionado, alegou ainda que a adesão de novos países com assentos fixos aumentaria o desequilíbrio geopolítico. A China, no entanto, trouxe à pauta as disputas entre os dois países, citando o conflito na Caxemira como influenciadora da postura paquistanense, e questionou se tais tensões devem ser decisivas na tomada de decisão sobre a reforma do órgão que visa à manutenção da paz.
O Japão, por sua vez, encontrou mais resistência quanto a sua possível adesão, apesar de sua alegação de forte poder econômico e tecnológico. Com o apoio indiano, reiterou a maior necessidade de representatividade do continente asiático, tendo em consideração seu tamanho geográfico e grande diversidade cultural. A delegação chinesa refutou, relembrando a já existência de dois membros asiáticos fixos, sendo ele próprio e a Rússia, e ainda a possível anexação indiana. O delegado japonês questionou a exclusão, justificando para tal a contínua penalização à nação desde 1945, com o fim da Segunda Guerra Mundial.
A Alemanha, em sua busca por um assento permanente, levantou como principais argumentos sua relevância econômica e social na Europa, bem como em todo o cenário global. Com forte endosso francês, entrou em discussão o Brexit - saída do Reino Unido da União Europeia (UE) - reforçando a importância da entrada de outro país componente da mesma. No entanto, o argumento foi rapidamente contestado por diversos integrantes que apontaram a proximidade entre ambos e a constante concordância em assuntos econômicos e regionais. Os demais países membros da UE ainda questionaram sua falta de representatividade e a adesão de outro país europeu ocidental.
Rania Buchaúl




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